Emplacamentos de veículos apontam alta de 9% em outubro e 10,6% no acumulado do ano

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou o desempenho das vendas no mês de outubro e, também, no acumulado de 2019. De acordo com levantamento realizado pela entidade, com base nos emplacamentos registrados pelo Renavam, no mês de outubro, foram comercializadas 367.587 unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, o que representa alta de 9,09% na comparação com o mês de setembro, quando foram emplacados 336.968 veículos.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando as vendas comercializadas somaram 351.590 unidades, o resultado de outubro de 2019 ficou 4,55% acima.

De janeiro a outubro, 3.320.021 veículos foram emplacados, o que representa crescimento de 10,6% ante igual ao período do ano passado, quando foram registrados 3.001.820 veículos.

O volume acumulado, dos dez meses de 2019, está em linha com a projeção de 10,76% de crescimento, feita pela entidade, para o ano, com volume total ultrapassando as 3,9 milhões de unidades.

Segundo o Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o mercado vem se comportando de forma estável. “A evolução positiva foi registrada em função de dois dias úteis a mais, em outubro (23 dias contra 21 dias em setembro). Se considerarmos apenas os dias corridos, o mercado permaneceu, praticamente, estável, com uma pequena retração de 0,43%”, ponderou o Presidente da entidade.

Automóveis e Comerciais leves

As vendas de automóveis e comerciais leves somaram, em outubro, 241.175 unidades, o que representa aumento de 8%, na comparação com o mês de setembro, quando as vendas somaram 223.217 veículos.

Quando comparado com outubro de 2018, período em que foram emplacadas 244.537 unidades, o resultado aponta para leve retração de 1,37%.

No acumulado do ano, esses segmentos cresceram, juntos, 7,5%, chegando a 2.176.145 unidades comercializadas, contra 2.023.925 no mesmo período de 2018.

“O ritmo de crescimento permanece moderado e estável, e positivo no acumulado, o que é muito importante para os resultados do setor em 2019. Conforme as projeções da Fenabrave, o ano deverá ser encerrado com crescimento de 10,03% considerado todos os segmentos somados”, comentou Assumpção Júnior.

Informações: REVISTA AUTOMOTIVO

Produção de motos avançou em setembro, diz Abraciclo

O mês de setembro se encerrou com 92.894 motocicletas produzidas, um avanço de 15,1% em relação as 80.687 unidades fabricadas no mesmo mês de 2018. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

No acumulado do ano, 836.450 motos deixaram as linhas de produção entre janeiro e setembro, o que representa uma alta de 7,5% na comparação com o mesmo período de 2018, quando 777.779 unidades foram produzidas. Já na comparação com agosto, setembro de 2019 teve uma queda de 19%. O mês passado, que contou com um dia útil a mais, registrou produção de 114.738 motocicletas.

O presidente da Abraciclo, Marcos Ferminian, destaca que a oferta de crédito segue como principal fator para o crescimento da produção de motos, já que com taxas de jutos mais atrativas os consumidores acabam trocando suas motocicletas usadas por modelos zero quilômetro. “A motocicleta vem sendo utilizada cada vez mais como alternativa para a mobilidade flexível, econômica e eficiente nas cidades brasileiras, além de possibilitar a geração de renda para seu condutor”, explica o executivo.

Ferminian analisa que o mercado ainda seguirá aquecido nos próximos meses em função de fatores como o pagamento do 13º salário, a chegada do verão e o lançamento de novos modelos durante o Salão Duas Rodas, que acontece de 19 a 24 de novembro no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). “É o principal evento do Setor de Duas Rodas e costuma receber mais de 200 mil visitantes, atraindo compradores entusiastas, que sempre aguardam pelas novidades e querem experimentar e adquirir uma motocicleta nova”, diz o presidente da Abraciclo.

Segundo as projeções atuais da entidade, as fabricantes de motocicletas deverão produzir 1.100.000 unidades no presente ano, o que representa uma alta de 6,1% na comparação com o volume de 2018, que se encerrou com 1.036.788 motocicletas fabricadas.

Vendas de motos no atacado em alta

As vendas no atacado, que correspondem ao repasse das fabricantes para as concessionárias, somaram 95.282 unidades em setembro, totalizando um avanço de 24,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, que teve 76.695 unidades comercializadas no período.

Já no acumulado do ano, o avanço foi de 14,7%. De janeiro a setembro de 2019 foram vendidas 816.064 motocicletas no atacado, contra 711.644 unidades em igual período de 2018.

Avançam os emplacamentos de motos

Segundo dados do Renavam consultados pela Abraciclo, em setembro foram licenciadas 87.719 motocicletas no país, o que representa um avanço de 18,4% sobre o mesmo mês do ano passado (74.067 unidades).

Com 21 dias úteis em setembro, a média diária de vendas foi de 4.177 motocicletas. Esse foi o melhor desempenho para o mês desde 2015 (4.521 unidades/dia, que também teve 21 dias úteis). Na comparação com setembro de 2018 (3.898 unidades/dia, com 19 dias úteis), o crescimento foi de 7,2%. Na comparação com agosto deste ano, a alta foi de 3,7% (4.028 unidades/dia, com 22 dias úteis).

Texto: Portal Motociclismo Online

Puxado por apps de entregas, setor de motos tem mês histórico

Matéria publicada no Correio Braziliense

O plano B de milhares de trabalhadores que deixaram o emprego formal nos últimos meses — vítimas da crise — está puxando para cima a indústria brasileira de motocicletas. Aplicativos como Uber Eats, Rappi, Loggi e iFood ajudaram as fabricantes de motos instaladas no país a produzirem 116.525 unidades em agosto, o melhor resultado do mês nesta década.

De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o resultado representa uma alta de 19,2% em relação ao mesmo mês do ano passado (97.773 unidades) e de 36,9% na comparação com julho do presente ano (85.131 unidades).

Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o mercado de delivery explica parte dessa alta, mas não é a única resposta. “A utilização de serviços de entrega por motocicletas já estava bem consolidada há alguns anos. Muitos motociclistas prestavam serviços para farmácias e pizzarias, por exemplo. No entanto, essas motocicletas ficavam paradas”, afirmou o executivo. “Havia também empresas especializadas em entregas especiais, como transporte de órgãos, só para citar um exemplo. Com a chegada dos aplicativos, esses entregadores puderam trabalhar para três ou quatro empresas e não apenas para uma só”.

Evolução do setor vem da falta de vagas formais no Brasil

De acordo com dados da Pesquisa por Amostragem de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a evolução do setor de motos é, sim, decorrência das dificuldades para quem busca vagas formais no Brasil.

A informalidade favorece a comercialização de motos no Brasil. O número de entregadores disparou no primeiro trimestre de 2019. O aumento chegou a 201 mil novos trabalhadores —ou 104,2% a mais no item delivery na comparação com o mesmo período no ano passado. “O delivery se destaca em meio à crise no contexto das ocupações temporárias. As motocicletas de baixa cilindrada, as mais baratas, se transformaram em ferramentas indispensáveis a quem precisa exercer atividades imediatas”, afirma o especialista em planejamento urbano pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Walter Capelli.

Total de unidades fabricadas pode ultrapassar 1 milhão

A Abraciclo projeta o total de 1,1 milhão de unidades fabricadas este ano, o que representará um salto de 6,1% sobre o ano passado inteiro. A entidade admite que o índice pode corresponder à demanda gerada pelo sistema de aplicativos, especialmente porque as exportações têm caído mês a mês em razão, principalmente, da crise na Argentina.

“No ano passado, de janeiro a agosto, as exportações atingiram cerca de 53.700 unidades e, neste ano, tivemos queda de 50% no mesmo período. A alternativa é buscar outros mercados. Honda e Yamaha, por exemplo, estão negociando com países como a Colômbia, onde os embarques já registram aumento de 29%, e com o Peru e Chile, com 3.419 unidades exportadas. As marcas estão concentrando seus esforços e negociando também com outros países da América do Sul”, completa Fermanian.

A exemplo das motos, as bicicletas também estão em alta. Para Cyro Gazola, vice-presidente do segmento de Bicicletas da Abraciclo, o aumento do uso das bikes, tanto como meio de mobilidade nos centros urbanos como para práticas esportivas, mantém o setor aquecido.

“Para atender a esse consumidor, as fabricantes nacionais oferecem modelos com maior valor agregado a preços mais acessíveis”, comenta. O executivo ainda destaca que a produção tende a crescer nos próximos meses com a chegada de datas comemorativas, como o Dia das Crianças, Black Friday e Natal, que costumam estimular as vendas desse produto.

Em agosto, a categoria mais produzida foi a Urbana, com 56.297 unidades, representando uma alta de 32,2% na comparação ao mesmo mês do ano passado (42.580 unidades) e de 60,7% em relação a julho do presente ano (35.038 unidades). Em segundo lugar, ficou a Mountain Bike (MTB), com 43.827 unidades, volume 37,6% superior em relação a agosto de 2018 (31.862 unidades) e 34,3% maior ante julho do presente ano (32.629 unidades).

De janeiro a agosto, a categoria mais fabricada foi a Mountain Bike (MTB), com 283.792 unidades e 47,9% de participação. “Apesar de ser usada, principalmente, em trilhas e terrenos acidentados, muitas pessoas passaram a utilizar esse tipo de bicicleta nas grandes cidades, devido aos recursos tecnológicos como suspensões, marchas e freios hidráulicos, que garantem maior conforto e segurança”, explica Gazola.

É possível vender carros através do Instagram

Você sabia que é possível utilizar o Instagram para aumentar a venda em sua revenda de veículos? A Simples Veículo lançou, neste mês, um curso voltado ao setor. O curso é ministrado pela especialista Thaise Teixeira e tem como objetivo fazer com que a ferramenta seja utilizada da forma correta para a obtenção de melhores resultados.

Os revendedores de carros aprenderão a utilizar o Instagram de forma correta para que a loja seja notada pelas pessoas da sua região de atuação. “Eles também aprenderão como encontrar pessoas próximas e interagir com elas, buscando transformá-las em clientes. Assim ele aumentará o número de seguidores no seu perfil e consequentemente conseguirá realizar mais vendas utilizando esta incrível rede social”, destaca a professora.

O curso apresenta oito vídeos, e em cada um deles é possível aprender a prática de cada parte que compõe o Instagram de forma rápida, prática e sem enrolação. São módulos: Edição do perfil; Publicações no feed; Publicações no story; Ações de interações; Faça fotos melhores; Encontre seguidores segmentados por localização; Sorteios; Anúncios patrocinados.

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Carro mais vendido do mundo se desvaloriza 7% ao ano

Matéria reproduzida do portal Valor Investe

O Toyota Corolla foi o carro mais vendido do mundo em 2018 e mantém esse posto em 2019, pelo menos até julho, e tem um índice de desvalorização médio de 7% ao ano.

Acha muito? Saiba que ele ocupa apenas a 5ª posição quando o assunto é desvalorização de veículos do tipo sedan médio.

O Kia Cerato, o Honda Civic, o Volkswagen Jetta e o Chevrolet Cruze se desvalorizam menos que o famoso carro da Toyota.

Os dados são da KBB, plataforma de comparação de preços de veículos, que listou os veículos sedan que mais e menos se desvalorizam ao longo dos anos.

O Sentra, da Nissan, tem a maior desvalorização, de 11,3% ao ano.

Confira o ranking:

Índice de desvalorização de veículos sedan

MarcaModeloDesvalorização
1KIACERATO-4,5%
2HONDACIVIC-5,6%
3VOLKSWAGENJETTA-6,3%
4CHEVROLETCRUZE-6,4%
5TOYOTACOROLLA-7,0%
6MITSUBISHILANCER-7,6%
7FORDFOCUS-8,7%
8NISSANSENTRA-11,3%